Não são
poucos, cristãos ou não, os que perguntam: o
que o cristianismo pretende? De onde
vem “cristianismo”?
Nossa resposta
deve esquecer todo o aparato doutrinário criado ao longo da história e ir diretamente ao essencial.
Jesus não começou anunciando a si
mesmo ou à Igreja. Anunciou
o Reino de Deus, que significa o sonho de uma revolução absoluta, que se propõe
transformar todas as relações que se encontram deturpadas, no pessoal, no
social, no cósmico e, especialmente, com referência a Deus. Esse reino começa
quando as pessoas aderem a esse anúncio esperançador e assumem a ética do
Reino: o amor incondicional, a
misericórdia, a fraternidade sem fronteiras, a aceitação Deus vivido como Pai
de infinita bondade.
Além de proclamar o Reino de
Deus, qual era a intenção original de Jesus? Dá-nos,
Senhor, um resume de tua mensagem; qual é a tua proposta? Jesus responde com o Pai Nosso. É a
ipsissima vox Jesu: a palavra que, sem dúvida, saiu da boca do Jesus histórico.
Nessa oração está o mínimo do
mínimo da mensagem de Jesus: Deus-Abba e seu reino, o ser humano e suas
necessidades. Trata-se do Pai nosso e do
pão nosso no arco do sonho do Reino de Deus. Dois movimentos: um rumo ao
céu, e outro rumo à terra. O Pai e o
pão. “Pai nosso” e “pão nosso de
cada dia...”.
Somente podemos dizer Amém se
unimos os dois polos: o Pai com o pão. O cristianismo realiza essa dialética: anuncia um
Deus bom porque é Pai querido e, ao mesmo tempo partilha o pão, como meio de
vida para todos.
Conhecemos a tragédia que
aconteceu com Jesus. Crucificado!
O Reino foi rechaçado. Deus, porém,
tomou partido por Jesus, e o ressuscitou.
A ressurreição não é a reanimação
de um cadáver, mas, a
emergência do “novo Adão”. É a realização do sonho do Reino na pessoa de Jesus,
como antecipação do que vai acontecer com todos e com o universo inteiro. Isto abriu
um novo espaço para que surgisse o movimento de Jesus, as primeiras comunidades
em âmbito familiar e local e, por fim, a
Igreja como comunidade de fieis e comunidade de comunidades.
O que
significou o cristianismo na história? Há luzes
e sombras vivendo em uma única Casa Comum, o planeta Terra. Crise ecológica generalizada agora, ameaçando pôr em risco
o futuro de nossa civilização, e, inclusive, a sobrevivência da espécie humana.
Deus,
segundo as Escrituras judaico-cristãs, é “o
soberano amante da vida” (Sb 11,24) e não
permitirá que a vida e o mundo, assumidos pelo Verbo, desapareçam da história.
E para você, o que é ser cristão?
Partilha o que temos e somos não simplesmente por partilhar, mas porque o outro é meu irmão em Cristo.
ResponderExcluirSer cristão é não ser herege excomungado como o Leonardo boff. Uma pergunta que faço.
ResponderExcluirBaseado em "Nossa resposta deve esquecer todo o aparato doutrinário criado ao longo da história e ir diretamente ao essencial", devo supor que tudo o que a Igreja ensinou não é essencial? Tudo o que o Espírito Santo ensinou a Igreja em dois mil anos em trivial? A verdade, é que existem pessoas, padre, como esse tal de Boff, que se dizem cristão e mostram um discurso bonito, mas tudo o.que quer é destruir a nossa Fé. Digo isso pois imagino que o senhor não comungar das idéias desse senhor pretensioso e arrogante.
José Miguel